Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

filosofia e literatura em língua portuguesa

filosofia e literatura em língua portuguesa

19
Set19

Mário Cláudio, ou uma conversa com as cordas. Notas sobre Guilhermina Suggia

RODRIGO ARAUJO

                                              I

      Do corpo humano, as mãos me fascinam o pensamento. Por um lado, porque há muito os filósofos viram nas mãos o sentido da técnica, por conferir ao homem, segundo o Timeu de Platão, a capacidade de criar e explorar as distâncias do mundo. Com as mãos podemos criar, destruir, recriar, pegar, nos comunicar. Mais que um órgão, expressamo-nos pelas mãos, e com elas realçamos a tela branca da existência. Por outro lado, sempre me interessou a virtuosidade com que alguns artistas, na música ou na poesia, trabalharam a mão.

       À época dos meus estudos kierkegaardianos, tomei contato com um livro do Jean Brun, filósofo francês e referência em História da Filosofia, chamado La main et l'esprit [A mão e o espírito]. Não tive tempo de lê-lo todo, mas retive em forma de anotação o seguinte trecho:

 

« Kierkegaard disse acerca da subjetividade que ela era, à sua vez, a verdade e o erro: a verdade em face do conceito, o erro em face da Transcendência. Podemos afirmar que a mão do homem é ao mesmo tempo a verdade e o erro. Ela é a verdade na medida em que ela pega, maneja, forma. Ela é o erro na medida em que ela crê que pode, ou poderá, tudo tomar, tudo manusear, tudo reformar » (Jean Brun, La main et l'esprit, Presses Univ. de France, 1963, tradução livre minha).

 

      Neste desígneo de tatear o mundo que fui levado a um livro de Mário Cláudio, escritor português muito prestigiado. Trata-se da biografia da violoncelista portuense Guilhermina Suggia. Guilhermina faz parte da Trilogia da Mão (os outros biografados são o pintor Amadeo de Souza-Cardoso e a ceramista Rosa Ramalha). Mário Cláudio, que já expressou seu fascínio pela simbólica do número « 3 », desconcerta qualquer leitor nesta Trilogia pela maneira com que irá interpretar o género «biografia», não seguindo as formas tradicionais.

                                                                                              II

        Guilhermina não é uma biografia no sentido tradicional do termo. O próprio autor-narrador dialoga com personagens ficticios que aparecem no primeiro livro da trilogia, Amadeo. Mas o fascinante da obra (ai a maestria de Mário Cláudio) é, sem dúvida, a força íntima com que o autor penetra no biografado. Aquilo que Miguel Torga, no Diário III, chamou de «alfabetismo íntimo» com um objeto. O autor se vê envolvido na tecitura textual e existencial de Guilhermina Suggia de tal maneira que é difícil visualizar a fronteira entre o próprio autor e a violoncelista. Guilhermina, para mim, soa um diário íntimo, uma partilha poética. Quando a música e a poesia coabitam o mesmo espaço.

       Não há como não se apaixonar pela vida de Guilhermina Suggia, esse nome que « li »  pela primeira vez na Casa da Música do Porto, mas apenas porque a sala principal lhe rendeu a justa homenagem.

       Guilhermina, ou simplesmente « Guil », como gostava, foi dessas mulheres à frente de seu próprio tempo (o que sempre me vem à memória Emma Bovary para uma quase-ilustração). Não era comum ser facultado às mulheres a profissão de violoncelista nestes finais do século XIX. Pois o violoncelo precisa ser posto entre as pernas. Guilhermina desafiou não apenas com o lugar da mulher na profissão de violoncelista, mas pela sua paixão e dedicação para com a música.

        Guilhermina figura entre aqueles artistas que não estabeleceram fronteiras entre a vida e a arte. Levou a música às últimas consequências. Carregando consigo o fardo pesado da melancolia e da saudade. Solitária, mesmo estando casada com Pablo Casals, músico que, por indicação do seu pai, o também músico Augusto Suggia, foi designada aos 13 anos para receber lições em Espinho. Mário Cláudio diz: «De muito e recôndito sossego fazia a conversa com as cordas, admirada da frequência que soltavam» (p. 167).

        Ao passo que Mário Cláudio se envolve na vida da biografada, também o autor deambula sobre o ofício de um biógrafo: «Ouvir é rara virtude do biógrafo, que o caso mental sobre o real conjectura, o painel tecendo onde os tons se combinam» (p. 169). Assim temos, no início da obra, algumas definições sobre Guilhermina: «Têm-na por nariguda e abrupta, com a angulosidade que deixa presumir uma pele resistente» (p. 157). Entre seus colegas de estudo, assim era definida Guilhermina: «Dela se falava já, entre os alunos, de alheada a reputando e de muito intensa, com a fulgência de olhar que permite antever a imprevisível conduta» (p. 170). Da passagem de Guilhermina por Leipzig, Mário Cláudio consegue, com maestria, penetrar na solidão daquela mulher que parece equidistante: «E ficava com o apetite da solidão, quietos dias de nevoeiro, tardes de vento de agasalhada leitura, outonais escapadas, com uma cesta na mão, a inquirir das vendedeiras o preço dos legumes» (p. 171).

      Mário Cláudio vê Guilhermina por dentro. Em 1914 a violoncelista irá se separar de Pablo Casals por inúmeras desavenças. Em 1907, em Paris, já se dá uma «surda luta [que] se trava, entre um mestrado que não se quer abolir e um coração inquieto de voo» (p. 179). Mário Cláudio aproveita para interrogar, junto com Guilhermina: «Partia Pablo em tournée, com seu trio que Alfred Cortot e Jacques Thibaud integravam. Compreenderia ela que deveria alongar-se do violoncelista, da temporada que com ele repartira, nessa vila onde a neve pesava toneladas de silêncio?» (p. 190). Era 1912.

      Com Guilhermina, Mário Cláudio deixa um belíssimo filosofar sobre as mãos. Pois, para Guilhermina, não havia distância entre ela mesma e o violoncelo. Da sua vida na Inglaterra, país que a levou àquilo que Miguel Torga chamou de «existência dividida», Mário Cláudio nos transmite uma impressão de Mrs. Hart:  «[…] tinha a portuguesa os dedos imbuídos de variados aromas, a eles a música se apegava, ao longo do ponto do violoncelo. Era, então, como se a própria terra se apaziguasse, de seivas e tegumentos, no retomar do trabalho que deixara» (p. 198). Uma artista e seu instrumento: «[…] nas cordas irá imprimindo o mais nítido de si mesma » (p. 213). 

       Guilhermina, aquela que encantou os ouvidos da Rainha D. Amélia e, com isso, ganhou uma bolsa de estudos para donde partiu, em 1901, para Lepzig. Conquistou o prestígio do público, destacou-se mais do que a irmã, Virgínia, também uma talentosa pianista. Casou-se, posteriormente e subtamente, com um médico radiologista, José Carteado Mena.

        Guilhermina sofreu com o peso do atravessamento de duas guerras. No período da II Guerra, quase não trabalhou. Acompanhamos «as esporádicas digressões em Portugal, uma só a Madrid» (p. 252). Quando houve a reabertura de sua carreira, no pós guerra, « compôs Guilhermina um infindo programa, de peças de nada menos que dezasseis autores, ao piano acompanhada por Ernestina da Silva Monteiro. A carreira internacional supõe agora reaberta, com a Alemanha rendida e o Japão também, uma promessa de paz a que os cromos não falham » (p. 253). Mas « não lhe inspira o pós-guerra a fé conciliante num mundo a renascer, […]. Iam-lhe, em torno, tombando as árvores, o pai, já se disse, a mãe, pouco depois, a irmã, que expira hoje em sua Rive Gauche, ao lado do marido que resmunga, numa ira contensa e a Guilhermina se referindo, ‘qu’elle ne circule pas trop à Paris’ » (p. 256-257).

        A tessitura poética de Mário Cláudio me levou a outra «biografia» de Guilhermina Suggia. De autoria de Fátima Pombo, temos Guilhermina Suggia, ou o violoncelo luxuriante, obra publicada em 1993. Fátima Pombo também é seduzida pela música, como quem ouve o canto das sereias. Sua obra também não atende ao estilo tradicional de «biografia». Fátima, também à maneira de Mário Cláudio, se vê num entrecruzamento poético com a sua biografada, refletindo sobre o Outro, mas ao mesmo tempo refletindo sobre si própria:

 

« Sem dúvida que Guilhermina deslumbra e que é tão intenso e tão bom estar apaixonado por ela. Ela é estonteante e qundo toca não mente. E como o dela, os corpos ficam todos transpirados e com um negro e visceral cheiro a café. Ela permite que cada um respire o corpo do outro, sendo ela quem mais sofre. O corpo dela e o do violoncelo, quando estão separados causam-lhe dores. É preciso viver a espessura da distância que custa tanto à noite, sem luz e sem som » (Fátima Pombo, Edição da Fundação Eng. António de Almeida, 1993, p. 51).

 

     Ler a obra de Fátima Pombo após Mário Cláudio pode funcionar como um bom complemento, pois naquela se reunem também os ensaios que Guilhermina Suggia escreveu para a Revista Music & Letters na década de 1920. Em um ensaio intitulado « O violoncelo », Suggia fala de seu instrumento:

 

« O violoncelo é, porventura, o mais extraordinário de todos os instrumentos, dada a sua amplitude. É o único instrumento realmente capaz de suster um baixo por um longo período de tempo e também de cantar uma melodia em quase qualquer registo. É verdade que o violino e a viola podem cantar melodias e formar o baixo, mas a profundidade das suas notas mais baixas não é suficientemente forte para lhes possibilitar dar forma ao instrumento baixo de uma peça » (Guilhermina Suggia, in POMBO, 1993, p. 374).

 

       Mas não foi apenas Guilhermina uma poeta do violoncelo, como também foi grande educadora. Tinha gosto pelo ensino da música. O que refletiu em seus alunos. Madalena Sá e Costa, sua aluna, assim recorda de Suggia: « Ela adorava ensinar e eu recebi esse amor pelo ensino que me acompanhou toda a vida » (Depoimento em Suggia: o violoncelo, catálogo de exposição da Casa-Museu Guerra Junqueiro, 2006, p. 109).

 

                                                                                                III

 

       Com o violoncelo, Guilhermina também traduziu o drama de existir. Uma artista que passou a conviver com a presença da morte ao longo dos anos. Assistiu a morte de seu pai. Em seguida, perdeu a mãe, mas aqui Guilhermina estava em outro país. Morre a irmã em Paris, em 1947, e em março de 1949 morre o marido, o médico Carteado Mena. Um ano antes de sua morte. Guil vê e convive com a perda. Em um ensaio, Guilhermina Suggia diz que « o violoncelo é, para mim, o instrumento que melhor reproduz o angustiado lamento da voz humana ou a expressão triunfal dum cântico vitorioso de Resgate e Amor » (Em Fátima Pombo, 1993, p. 77). 

     Em 1948, uma nevrite lhe abate, atacando a mão esquerda. Mas Guilhermina já vive uma espécie de clausura; atenta, mas resignada. Não lhe assusta a morte em si. Conta Mário Cláudio que « eis que a apavoravam o ritual e a mitologia cadavéricas » (p. 263).

     Guil « enfrenta » a morte, porque já a sente no centro mesmo de sua existência. Daí podemos compreender sua compreensão do instrumento como tradução do lamento da voz  humana. Era a sua forma de traduzir, em música, o canto da vida e da Morte. Conversou não apenas com as cordas de seu violoncelo, mas também com a Vida em íntima profundidade.

 

 

Capa da Revista Music & Letters, onde colaborou Guilhermina Suggia

[Capa da Revista Music & Letters, onde colaborou Guilhermina Suggia]

IMG_20190919_191757.jpg

[Obra Guilhermina Suggia, ou o violoncelo luxuriante, de Fátima Pombo]

IMG_20190919_210358.jpg

[Obra Trilogia da Mão: Amadeo, Guilhermina, Rosa, de Mário Cláudio]

IMG_20190919_210411.jpg

[Desenho de Guilhermina, intitulado «Après un Rêve», em Fátima Pombo, Fotogaleria].

 

 

§ 

Rodrigo Araujo

 

11
Set19

Miguel Torga: um nome e sua obra poética

RODRIGO ARAUJO

    Gosto muito de fazer trabalhos sob encomenda. Recentemente, após um convite para falar sobre o Miguel Torga em um evento no Porto, mal percebi o momento em que já estava coberto de páginas do poeta transmontano. Uma felicidade meditar e falar sobre este poeta, que foi o nome de estreia, em 1989, do nosso tão amado e importante Prémio Camões, que já prestigiou vários nomes, tendo Chico Buarque com tamanha justiça e merecimento levado o prémio deste ano de 2019.

      Antes de nascer «Miguel Torga», nasceu o seu autor: Adolfo Correia da Rocha. A escolha do pseudónimo vem de uma homenagem. Miguel, para homenagear dois autores penisulares de sua predileção: Miguel de Cervantes e Miguel de Unamuno. E Torga o poeta encontrou nos montes, uma planta geralmente de cor roxa, também conhecida como urze, de nome científico Calluna vulgaris. Quando o poeta escolhe o pseudónimo, já aí fincou o cumprimento de um destino, de ser um poeta dos montes, ou como diz o filósofo português Eduardo Lourenço, um lobo das montanhas (in Tempo e poesia).

      A terra tem (e terá) presença muito peculiar na vida deste poeta, desde os seus 13 anos quando emigra para o Brasil para ajudar um tio em uma lavoura. Retorna do Brasil em 1925, distos cinco anos. É já no regresso que se inicia sua vida de estudante de medicina e também sua atividade literária, embora só em 1934 que «Miguel Torga» venha à vida, com a publicação da novela «A terceira voz».

      Quando falo da presença da terra em Torga, refiro-me não apenas ao «tema» da terra que inscreverá em sua poesia e na prosa. Mas o próprio Torga muito se interessou por conhecer o próprio país, além de outros. Há uma tese de doutorado de autoria de José Cymbron, «O Portugal de Miguel Torga», que conta com mais de 600 páginas, que se dedica a mapear e registrar todas as entradas e notações das viagens que Torga fez por diversos países e incluindo Portugal. Pode ser interessante ter estes dados.

    O que mais me chama atenção na obra de Miguel Torga é justamente da intimidade que o poeta terá com a terra, com os estonteantes montes do Norte de Portugal que são capazes (é verdade!) de roubar a visão. Não dá para falar de Miguel Torga sem falar desta paisagem montanhesca que recobre sua poesia. Claro que Torga não se reduz a isto. Inclusive, suas primeiras obras poéticas retratam um desgosto, um assombro, uma inquietação --- e até certa inconformação com Portugal que estará presente em outras obras. Rapidamente falando, basta conferir as suas «lamentações» da obra Lamentação, de 1943, que mais parece uma conversa com o divino em tentativa de dividir a culpa e todo nosso sofrimento (Teixeira de Pascoaes fez muito bem isso, humanizar o divino para que ele também sofra ou sinta o sofrimento como sentimos e sofremos). Mas depois eu trarei aqui alguns poemas destes primeiros livros. Lembrando que, quando Torga reune seus poemas em uma Antologia, em 1981, ele exclui quase todos os seus poemas de juventude, e sua «primeira obra», Ansiedade, de 1928, isto é, sua estreia literária, sai apenas com 1 único verso: « (...) sinto o medo do avesso (...) ». A partir disto, sua obra inicial (em termos de livro impresso) ficará relegada a este único verso.

      Em Nihil Sibi, de 1948, o poeta aparece como um trabalhador da terra, que precisa de prepará-la para semear (imagem que será cara a Torga).  No poema «Canção do semeador», vemos:

 
Na terra negra da vida
Pousio do desespero,
É que o Poeta semeia
Poemas de confiança.
O Poeta é uma criança
Que devaneia.
 
Mas todo o semeador
Semeia contra o presente.
Semeia como vidente
A seara do futuro,
Sem saber se o chão é duro
E lhe recebe a semente.

      

    Da obra Cântico do homem, de 1950, gosto muito do poema «Comunhão», porque o próprio título já é sugestivo, indicando aquilo que é central na obra de Torga, ou seja, a intimidade com o seu meio, a união com a paisagem, de maneira bastante poética e onírica. Vejemos o poema:

Tal como o camponês, que canta a semear
A terra,
Ou como tu, pastor, que cantas a bordar
A serra
De brancura,
Assim eu canto, sem me ouvir cantar,
Livre e à minha altura.

 

Semear trigo e apascentar ovelhas
É oficial à vida
Numa missa campal.
Mas como sobre desse ritual
Uma leve e gratuita melodia,
Junto o meu canto de homem natural
Ao grande coro dessa poesia.
 
      Mas a grande parte poética de Torga se encontra em uma série de livros intitulados Diário. São 16 volumes. Mesclando poemas e anotações, o Diário é talvez a parte mais significativa de sua obra poética. O ensaísta e professor aposentado da Faculdade de Letras de Lisboa, Fernando J. B. Martinho, diz que alguns dos melhores poemas se encontram no Diário. Tendo a concordar, embora ótimos poemas possam ser encontrados em outras obras.
 
     No Diário IV (3.ª ed. de 1973), Miguel Torga expressa seu pensamento acerca da velha relação literatura/vida, afirmando o seguinte: 
 
 
«  Coimbra, 18 de maio: A maior desgraça que pode acontecer a um artista é começar pela literatura, em vez de começar pela vida. Cora-se de vergonha, depois, diante das ingenuidade impressas, que são cueiros sujos e pretendem ser livros  »  (p. 41).
 
 
         Claro que uma anotação desta põe muitas coisas em relevo, especialmente sobre a posição do poeta quanto ao processo criativo e a maneira como inscreve na poesia a experienciação da vida própria. Mas, para encerrar, queria citar um outro trecho que gosto muito, do Diário V (3.ª ed. de 1983), que parece não apenas reescrever aquele poema «Comunhão», que citei acima, mas define com muita precisão aquilo que penso sobre a relação onírico-poética do sujeito com a Natureza (ou a physis grega), com o seu meio exterior, ou seja, a intimidade poética com o espaço vivido e habitado:
 
 
«   São Martinho de Anta, 28 de dezembro de 1953: É uma pena que os montes não falem, não dialoguem nem testemunhem. Estes meus, pelo menos. Além da emoção de os ouvir responder ao monólogo que o silêncio em que vivem apagou nos meus lábios e tornou interior, gostaria sobretudo de saber se fica na alma deles, como na minha, a marca indelével de cada um dos nosso encontros.  É de tal modo apertado e medular o abraço que damos, tão íntima a comunhão que nos une horas a fio, que não me resigno à ideia de que só do meu lado haja consciência, e do outro o amor seja passivo  » (p. 86-7).
 
 
 
Rodrigo Araujo.

Mais sobre mim

Rodrigo Michell Araujo

Doutor em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Portugal (2020). Mestre em Estudos literários (2014) pela Universidade Federal de Sergipe, Brasil, onde fui professor substituto de Literatura Portuguesa. Licenciado em Letras (2010) pela Universidade Tiradentes (Aracaju - SE).

Sigam-me

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D

QR code ORCID

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.